Uma lei, quem pode menos, chora mais […]
Eu devia ter vindo com um manual de instruções, as pessoas deveriam ser obrigada a lê-lo. Deveria ser escrito: Ela é teimosa. Quando você encher demais o saco dela, ela só vai dizer “tá bom”, isso não significa que concordou contigo, só está cansada de ouvir você falar. Ela respira ciúmes e transpira ironia. Não fique a provocando e testando sua capacidade. Se dizer que vai embora, pronto fudeu, você a perdeu. Ela é orgulhosa, se ela der o braço a torcer, não a deixe partir pois você é extremamente especial. Não insiste demais se ela estiver triste, só a abrace e diga que vai passar. É clichê, completamente idiota, vai te fazer rir mesmo quando ela estiver mal. Ela vai correr por você até o fim se tu der uma prova de que apenas caminhará do lado dela. Ela tem sempre razão e falta de tempo. Odeia estudar, gosta de ir pra escola mas não gosta de acordar cedo. Tem mau humor diário, mudanças de humor repentinas. Ela é estranha, tem umas manias esquisitas. Ela vive fazendo caretas, arranja as desculpas mas esfarrapadas possíveis. Engana os professores. Ela é a preguiça em pessoa. Ela tem amores platônicos, ciúmes do ídolos, livros, filmes, séries de TV, mensagem, animais, amigos, pessoas, estranhos, do ar que respiram […] Ela é possessiva. Chora sem motivo, e é tão dramática que até chega a comover. As vezes, mente que nem sente. Ela adora pessoas que permanecem, são completas, a transbordam, sabem rir, ela adora pessoas de verdade. Ela gosta de sair, porém ama ficar em casa. Ela é enjoada, nojenta, marrenta, cheia das fases, gostos e tudo mais. Ela gosta de ouvir, mas também ama quando a ouvem. Ela explode as vezes, ela é complicada feito cabeça de quinhentas peças quase impossível de se montar. Ela até parece um livro velho, amarelado e com uma história sem graça pra contar, mas se você ler pode se surpreender […] Acho que se o manual de instruções como lidar comigo me acompanhasse, as pessoas não desistiriam tão fácil de mim.